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Vasectomia
Governo quer planejamento familiar com pílula e vasectomia
Texto publicado em 05 de Junho de 2007 às 14h24
 

Pacote de medidas anunciado pelo governo federal prevê vasectomia mais acessível e pílula anticoncepcional mais barata. Para o urologista Jorge Hallak, do Hospital das Clínicas de São Paulo, a vasectomia deve mesmo ser encarada como prioridade para a saúde pública

 

O urologista Jorge Hallak apóia a decisão do governo de facilitar o acesso à vasectomia na rede pública e, há tempos, defende que a medida seja prioritária para a política de planejamento familiar. “É o método anticoncepcional com o melhor custo-benefício”, disse. “A pílula tem o risco de ser esquecida”, compara. “E a ligadura de trompas tem maior complexidade, com maiores custo e risco”, afirma.

 

“A vasectomia é o melhor método para planejamento familiar para o indivíduo e para o governo, porque tem um custo fixo. Melhor do que o governo distribuir pílula todo mês, a mulher não tomar direito ou a camisinha que não chega”, disse o especialista. Outra vantagem, segundo o dr. Jorge Hallak, é a baixa complexidade da técnica.

 

O procedimento é ambulatorial, com anestesia local, e o paciente pode voltar ao trabalho no dia seguinte. “Ao contrário do que pensa a cultura popular, em artigo publicado verificou-se que indivíduos submetidos à vasectomia tiveram a libido e o desejo sexual aumentados. Vasectomia não causa nenhum tipo de disfunção sexual, erétil ou altera o prazer do ato sexual”, afirma o dr. Hallak.

 

Atualmente, a lei prevê que os homens podem ser submetidos à vasectomia quando têm a partir de 25 anos ou dois filhos.

 

Pelo pacote de medidas anunciado pelo governo, os homens que optarem pela vasectomia terão mais facilidade. Atualmente, a vasectomia é oferecida em hospitais públicos, com internação e fila de espera. Quando o programa for implementado (o governo não anunciou datas), o interessado poderá agendar uma consulta no ambulatório, onde será feita a cirurgia, que não dura mais do que 30 minutos.

O programa de planejamento familiar e contra a mortalidade materna também prevê venda de pílulas a cerca de R$ 0,40 e divulgação dos métodos anticoncepcionais nas escolas e nas TVs.

 

Jorge Hallak é urologista, Médico-Assistente Doutor da Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da FMUSP, responsável pela Seção de Reprodução Humana, Infertilidade e Função Sexual da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

 

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