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  Quarta-feira , 08 de Setembro de 2010

 

Notícias

 

Congresso mundial de Banco de tecidos
Brasil é sede de 1º Congresso Mundial de Banco de Tecidos
Texto atualizado em 14 de Abril de 2005 às 16h44
 

De 3 a 6 de maio a cidade do Rio de Janeiro abriga o 1º encontro que reúne pesquisas de tecidos reprodutivos a demais tecidos. O urologista Jorge Hallak é um dos coordenadores

 

Pela primeira vez no cenário mundial, um congresso irá reunir estudiosos de todo tipo de bancos de tecidos: desde ossos, córnea e pele até testículos e ovários. “Será uma grande troca de informações de estudos e novidades em diversas áreas”, afirma o urologista Jorge Hallak, coordenador na América Latina da Alabat (Associação Latino Americana de Banco de Tecidos). “Assim, um avanço detectado em Oftalmologia, por exemplo, poderá ter sua premissa básica aplicada em outras especialidades”, disse.

 

Uma novidade significativa para a medicina reprodutiva está voltada à infertilidade: os recentes estudos que estão sendo realizados sobre criopreservação de parênquima testicular em crianças pré-púberes com câncer. Isto implica em possibilitar que parte do tecido do testículo de uma criança que está prestes a enfrentar sessões de quimio e radioterapia seja congelado e, futuramente, proporcione a produção de espermatozóides. Seja por meio do reimplante da amostra na criança em fase fértil (a partir da adolescência), seja para reaproveitamento deste tecido para fertilização in vitro (FIV), esta exprime a chance única de ter filhos após o tratamento do câncer para mais de 6 mil crianças (número de infantes com esse diagnóstico atualmente).

 

De acordo com o Dr. Jorge Hallak, tal pesquisa é fundamental para potencializar os avanços na área de criopreservação. Afinal, um dos maiores empecilhos encontrados até hoje consiste na preservação das células como exemplar de cultura congelada, porque elas ainda se dissolvem e se perdem no meio em que estão inseridas. Para coletar amostras de espermatozóides, atualmente é preciso congelar pedaços do testículo. Infelizmente, nem sempre esses fragmentos possuem espermatozóides: de 30, apenas um ou dois fragmentos são utilizáveis.

 

Um dos objetos de pesquisa mais recentes do dr. Jorge Hallak é melhorar as técnicas de criopreservação de tecidos testiculares separando células isoladas. A princípio, esta e outras pesquisas estão direcionadas para o repovoamento de células de testículo entre espécies (como ratos e porcos). No entanto, os resultados vindouros poderão ser utilizados para o repovoamento testicular humano. Isto exemplifica a importância de um dos diversos estudos que serão apontados na primeira semana de maio, no 1º Congresso Mundial de Banco de Tecidos, que conta com a presença de pesquisadores de vários países (Bélgica, Brasil, Austrália, Estados Unidos, Itália e Gales), entre eles o Dr. Jorge Hallak, um dos representantes brasileiros.