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  Quarta-feira , 08 de Setembro de 2010

 

Notícias

 

Regulamentação do uso de novas tecnologias
Como evitar um coreano brasileiro
Texto atualizado em 08 de Março de 2006 às 18h12
 

O urologista Jorge Hallak, do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas-Faculdade de Medicina da USP, defende a regulamentação de tecnologias emergentes para evitar o risco do Brasil também ter os seus “coreanos”

 

Recentemente, a comunidade científica internacional e a população foram surpreendidas pelas descobertas das fraudes realizadas pelo coreano Woo Suk Hwang em experiências com células-tronco para clonagem terapêutica. Segundo o urologista Jorge Hallak, pesquisador brasileiro com destaque internacional, é urgente e fundamental regulamentar o uso de novas tecnologias. “O coreano é o resultado da não-regulamentação”, disse. “E isso também pode acontecer no Brasil”, disse.

 

Segundo Hallak, tecnologias emergentes têm que ser regulamentadas pelo governo. “As tecnologias devem ser desenvolvidas por grupo que tenha autorização, por pesquisadores que tenham histórico de publicação nessas linhas de estudo”, disse. “E não por quem queira se aventurar a desenvolver por puro oportunismo, brincar de cientista sem ter background”, destaca.

 

O urologista Jorge Hallak destaca ainda que a falta de regulamentação na Reprodução Humana Assistida no Brasil leva a diversos problemas, como gravidezes de risco e problemas genéticos. “O Brasil não tem regulamentação nem mesmo sobre a transferência de embrião”, diz.  Uma outra questão a ser discutida, segundo o urologista, diz respeito aos bancos de sangue de cordão umbilical.