Azoospermia não-obstrutiva
(secretora)
Não se observa produção de espermatozóides. A falência da espermatogênese pode ser primária (congênita, devido a criptorquidia, “Only Sertoli Cells Syndrome”) ou secundária (devido a radio ou quimioterapia, alterações endócrinas, etc.). Em geral, os testículos apresentam-se diminuídos/atrofiados ao exame físico, e a histologia testicular mostra parada de maturação nos diferentes estágios ou mesmo ausência de espermatogônias.
Tratamento da azoospermia não-obstrutiva primária
Realizar inicialmente biópsia diagnóstica, que deve ser sempre bilateral. As biópsias múltiplas em casos de azoospermia não-obstrutiva podem ter efeitos adversos, como atrofia testicular, diminuição da testosterona e “contaminação” dos espermatozóides por células inflamatórias.
Níveis de FSH aumentados, etiologia, volume testicular e idade do paciente não são fatores que possam prever o sucesso na obtenção ou não de espermatozóides. É importante o papel da histologia para predizer o sucesso da recuperação de espermatozóides. Os espermatozóides encontrados em quantidade suficiente podem ser criopreservados como fonte de espermatozóides para ICSI posterior. Em aproximadamente 30% das azoospermias secretoras não são encontrados espermatozóides nos testículos.
A espermatogênese na azoospermia não-obstrutiva primária pode ser focal. Por esse motivo podem ser necessárias diversas amostras de testículo para se obter quantidade suficiente de espermatozóides para as técnicas de fertilização e criopreservação.
As principais causas de lesão testicular primária são:
- Orquite
- Radioterapia e quimioterapia
- Trauma
- Idiopática
- Genética
Métodos de recuperação de espermatozóides:
TESE: obtenção de espermatozóides por biópsia testicular.
TESA: aspiração percutânia de espermatozóides do testículo.
Os espermatozóides recuperados serão utilizados na técnica de fertilização com injeção intracitoplasmática (ICSI).